terça-feira, 26 de maio de 2009

Do meu medo eterno de baratas

Acabei de matar uma barata e achei que elas, as baratas, mereciam um post. Quem me conhece há um bom tempo sabe que eu me curei da fobia de baratas fazendo terapia. É claro que não fiz terapia com essa finalidade específica, mas, dentro do turbilhão de coisas que me ocorreram neste processo psicológico, ter coragem de matar uma barata foi uma das maiores transformações pelas quais já passei (e, acreditem, para uma mulher que mora sozinha isso não é exagero). Todavia, ter coragem de matar é uma coisa, deixar de ter medo é outra. Antes da terapia o que eu tinha era fobia mesmo, doença de verdade: uma barata à vista e... taquicardia, suor frio, pressão baixa, arrepio na espinha e imobilidade total! Hoje, o susto ainda existe, mas não deixo de matar nem morta!!! Toda vez que mato uma barata eu me sinto mais forte, juro; sempre me remeto ao Batman com todo aquele problema com os morcegos, enfim...
Aí em cima está um desenho de Clarice Lispector, feita por Loredano. É evidente que não ia ter foto de barata aqui, então eu achei por bem homenagear a querida bruxa Lispector, que já fez a GH comer uma barata e já deu receitas de como matá-las em seus contos. Pode ser apenas sugestão, mas aqui ela tá parecendo uma barata também!!!
O cadáver da barata que matei tá bem aqui do meu lado. Ela continuou mexendo as nojentas patas por alguns segundos, mesmo depois que eu a esmaguei. Fortes, essas desgraçadas! Dizem que são tão invencíveis que ficarão aqui, na face da Terra, para sempre, mesmo que uma supercatástrofe atômico-nuclear destruísse todas as outras formas de vida. Aliás, uma pergunta: baratas são seres vivos? Tem certeza? Olha, disso eu não sei, mas de uma coisa eu tenho certeza: elas são a irrefutável e verdadeira prova de que Deus não existe. Precisa explicar?

8 comentários:

talvez Mari, talvez não. disse...

eu não tenho medo de baratas... tenho PAVOR!

não mato uma barata nem morta, mas pelo menos tenho minha salvadora da pátria [minha mãe] que é expert em matar essas coisas! ela não tem medo nenhum, e ainda acha o casco delas a coisa mais bonita!
pode?!?! ¬¬''

Otávio Lago disse...

Eu não sei se o que eu sinto pelas baratas é medo, pavor ou coisa do tipo, só sei que o asco é tão grande que eu tb tenho dificuldade pra matá-las (mas mato! rs).

Tudo bem que o ser humano é um nojo, mas esses bichos são foda...

E a perereca, Émile?
Hahahaha.

Rafael disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bibi disse...

É, confesso que a minha relação com elas também não é uma das melhores. Sei lá, que morram todas, pulverizadas.

Kelly Moraes disse...

Realmente...não sei qual o motivo dessas melecas existirem, viu???
Nojentas...eca!!!
Aqui em casa quem mata é meu marido...pq se eu encontrar uma na minha frente, juro que acabo gastando uma lata de veneno todinha nela!!!

Débora Oliveira disse...

Ai amigaa q nojooooo...kkkkkkkkkkkkkkkk

odeioooooo barata, pior q isso so lagartixa


bjoooooo

Rafael disse...

Detesto as baratas,ainda não entendo a função delas, mas confesso q gosto das aranhas.
Bjo sua medrosa!

Ewerton disse...

olha aqui, sua assassina de baratas!

matou a coitadinha só porque ela era uma barata né? só porque ela não teve a sorte de ter nascido sob a forma de um esqueleto recoberto de carne e couro de uma sacrossanta vaca indiana, né? o ser paga pelo que é e pronto! sem nem chance de nada, será que a barata gostaria de ser uma barata? não, nisso ninguém pensa! estou assaz indignado com tamanha crueldade.

ps: vc tava em sua casa de fsa qdo matou a pobrezinha? será que era filha ou neta daquela que eu matei em seu quarto, creio que em abril deste ano? (EWERTON)